Calvície Feminina
Calvície ou Alopecia é caracterizada pela perda gradual e progressiva dos cabelos tendo o fator hereditário (Alopecia Androgenética) como principal causador desse distúrbio, porém há outros motivos que levam ao desenvolvimento dessa doença.
Pouco se é falado, mas a Calvície Feminina existe sim, influenciando diretamente na autoestima de muitas mulheres. Porém neste caso ela se difere da masculina em algumas características, principalmente na apresentação da doença. Enquanto no público masculino o quadro se dá com mais intensidade no topo da cabeça, entradas ou no vértex, nas mulheres ocorre o afinamento dos fios de forma difusa e lenta, ou seja, se espalha por várias ou por todas as direções possíveis, assim ficando mais aparente na região da coroa.
O fato da Alopecia masculina ser mais conhecida, não é apenas por ser mais falada, mas porque essa doença acomete 60% dos homens e 40% das mulheres.
Mas por que ocorre a calvície (alopecia) em mulheres?
A alopecia tem sua causa através de uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo, o que leva ao afinamento progressivo do fio capilar, até a completa obstrução do folículo piloso (local onde nascem os fios).
Sabe-se como o próprio nome já diz “Alopecia Androgenética” que é uma doença ligada a fatores hereditários, mas alguns elementos podem piorar o problema como a menopausa e o uso de suplementação hormonal masculina.
Segundo Adam Friedman, da Faculdade Montefiore – Albert Einstein, em Nova York, 50% das mulheres com 50 anos sofrerão queda de cabelo. Isso se dá devido ao fato de que apesar de estar ligada à testosterona, o excesso do hormônio sexual masculino pode estimular o problema em mulheres com propensões hereditárias. Esse excesso pode acontecer decorrente de distúrbios hormonais ou o uso para fins anabolizantes.
Para falar um pouco mais dessa doença cujo principal sintoma é a queda de cabelo, existem vários tipos de alopecias, não apenas a androgenética. São elas:
Alopecia de tração: É a perda de cabelo motivada pela tração dos fios, pode ser causado por fatores genéticos, mas a tração feita nos fios, seja pelo uso constante de penteados repuxados ou pela prática de arrancar pequenas porções de cabelo devido a problemas emocionais, como depressão, estresse e ansiedade leva à grandes falhas na região, deixando à mostra o couro cabeludo.
Alopecia aerata: Conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, esse tipo de alopecia é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo.
Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a participação autoimune. Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos.
Alopecia fibrosante frontal: É caracterizada principalmente pela perda de cabelo progressiva e permanente, em faixa, frequentemente na linha anterior dos cabelos. Ao passar do tempo, com o agravamento da doença, o paciente costuma pensar que a testa está aumentando, mas, na verdade, os cabelos que estão diminuindo naquela área. São comuns as reclamações de coceira e ardor nas áreas afetadas.
Independentemente do tipo, é imprescindível estar atento(a) aos sintomas, cada uma delas possui suas singularidades em que apenas um especialista da área poderá diagnosticar e indicar o melhor tratamento para resolução do problema.
Diferenças entre Eflúvio e Alopecia
Muitas pessoas confundem essas duas condições por ambas se caracterizarem pela queda de cabelo. Mas elas são bem distintas uma da outra e possuem características que são importantes para saber no momento de procurar um profissional.
Sua principal diferença é que o eflúvio telogeno é uma queda temporária dos fios que pode ocorrer por diversas causas, já a alopecia está ligada à precedentes genéticos necessitando assim de um tratamento crônico.
Então diferentemente da Calvície feminina, o eflúvio não é crônico, se trata de uma condição temporária. Em conformidade com a Sociedade Brasileira de Dermatologistas, os eventos mais associados à queda são: pós-parto, febre, infecção aguda, sinusite, pneumonia, gripe, dietas muito restritivas, doenças metabólicas ou infecciosas, cirurgias, especialmente a bariátrica, por conta da perda de sangue e do estresse metabólico, além do estresse. Algumas medicações também podem desencadear o problema.
Isto não significa que por ser uma condição temporária, não se deve recorrer ao atendimento de um especialista, muito pelo contrário, ao notar queda diária, principalmente ao pentear ou lavar os cabelos procure um dermatologista ou tricologista (médico especialista em cabelos) para um diagnóstico definitivo
Tratamento
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o objetivo do tratamento é estacionar o processo e recuperar parte da perda. Os bloqueadores hormonais são medicamentos via oral; nos homens, a finasterida é a mais usada. Nas mulheres, anticoncepcionais, espironolactona, ciproterona e a própria finasterida podem ser receitados. Nos casos mais extensos, um transplante capilar pode melhorar o aspecto estético.
Algumas pessoas recorrem à adereços estéticos para disfarçar as falhas capilares, como perucas e lenços, outras recorrem a remédios por indicações de terceiros ou mesmo encontrados na internet, mas apenas um profissional poderá lhe proporcionar o tratamento adequado. Então em caso de percepção de qualquer sintoma, procure um dermatologista ou tricologista.