Olho pra cá, olho pra lá
Vejo multidões
Um aglomerado de pessoas
Um amontoado de vazios
Reflito, indago,choro e arrepio
O amor... O coisa boa
Arrebata, atordoa
Clichê visceral
Se faz presente em palavras, feitos, lágrimas. Tua vida vira carnaval
Caminha entre confetes, fantasias e embriaguez
Ora comemora,
Ora idealiza,
Ora se vai toda a sensatez
Sentimento
Por muitos esperado
Por poucos vivenciado
Sorte quando derramado
Se passa uma vida sendo procurado
P e r c a
G a n h o
Se perde um pouco de si
Se ganha um pouco de alguém
Uma moeda de troca
Vale dizer que o amor convém, porém a quem?
Sentimento demonstrado, emocionado.
Sentimento guardado,
robotizado.
Todo dia - desejado
Raramente - valorizado.
Carência
Dependência
Imprudência
Vale a ousadia
Mas falta a assistência
E assim se faz a ausência
Tudo que vai, nem tudo que vem
Nem tudo que vai, tudo que vem
Ciclo após ciclo
Se absorve aqui, se projeta ali.
Nosso limite testado
Nosso pior projetado
Seu eu transformado
Você não se reconhece mais
Atitudes tomadas
Atitudes indesejadas
Detrimento de um sentimento
R e s p o n s a b i l i d a d e A f e t I v a
Raridade de uma;
Sociedade doente
Sociedade carente
Se paga um preço
O custo do preenchimento , de um vazio iminente
Desse sentimento que tudo é, e um pouco mais
Ele Pode ser,
Serenidade,
Calmaria,
Tranquilidade,
Pode ser paz
Mergulhe ou molha os pés
A entrega tem de ser por inteiro, sem viés
Necessita assentir, exige se permitir
Mas vale advertir.